
Meu comentário ao texto de João Mattar: Formação de Professores






Imaculada Conceição
Nunca tinha ouvido falar em Chatroulette aqui no Brasil! E se não fosse eu seguir uns franceses no Twitter, creio que ia demorar muito ainda para ouvir falar nisso...
Não, não foram os franceses que criaram, mas a ideia "chatroulette" até que tem um ar (filosoficamente) bem francês. E eu creio que seja por isso que eles tem "tweetado" bastante e escrito diversos artigos sobre(1). O que acabou despertando minha curiosidade...
Chatroulette é um site que permite aos internautas conectarem-se pela webcam aleatoriamente com qualquer outro do mundo inteiro (que esteja no momento também conectado ao site). Devo dizer que não é nem de longe algo que me atraia. Primeiro, meu laptop (meu único computador no momento) é modelo antigo, daqueles que não tem uma webcam embutida (ela veio avulsa e eu a sequer tirei da embalagem!). Imagina eu aparecer toda descabelada (ao contrário de um de meus avatares no Orkut)???!! Ou, então, com cara de poucos amigos, nada sorridente - ao contrário de alguns de meus outros avatares em mídias sociais -, querendo morder o primeiro que me apareça??!! Ora, eu escolhi aquelas imagens a dedo para parecer sempre agradável - e não “aparecer” com meu gênio do momento! rs (o que não adianta muito porque minhas palavras são minha face...)!
Não, não... Isso é coisa para os mais jovens que curtem uma relação mediada por webcams...
Aliás, foi um garoto russo de apenas 17 anos quem criou este novo - e polêmico - fenômeno da net, que já ganhou milhares de adeptos no mundo inteiro em tão poucos meses (foi criado em novembro de 2009) - e até uma pesquisa acadêmica nos EUA! Andrey Ternovskiy diz ter criado o site despretensiosamente, apenas para se divertir e oferecer diversão aos moleques de sua idade, que curtem um chat amizade e xeretar bizarrices na Net!
A idéia é simples, trata-se de um "chat roleta"(2): quando o cara clica em “play”, a sorte é lançada: e vai cair aleatoriamente em alguém conectado ao site! Através de suas webcams, eles conversam ou simplesmente se olham ou fazem um show qualquer de exibicionismo! Se o internauta não gostar de quem está vendo - ou do “que” – já que por lá aparece de tudo, desde pessoas querendo simplesmente bater um ingênuo papo ou apenas dizer um “olá!” até exibicionismo sexual, pedofilia, propaganda nazista e as mais surreais bizarrices do mundo – o que torna o site com justiça condenável por muitos(3) -, basta clicar em “next” e a roleta irá novamente rodar, fazendo cair num outro acaso qualquer conectado...
Quem já experimentou diz que é um tal de “next, next, next, next...”, ninguém tem paciência de interagir por muito tempo – até porque, como eu disse, nem tudo que cai lá é agradável o suficiente... -; as pessoas ficam logo curiosas de ver onde vai tombar a próxima jogada!
Enfim, o que me fez sentir vontade de escrever algumas palavras sobre um site que sequer acessei e sequer pretendo acessá-lo é que achei bastante curiosa esta nova loucura obsessiva do mundo online! Por que será que as pessoas acham atraente deixar que a aleatoriedade do acaso escolha para elas seus companheiros de interação?
Talvez por que no final das contas todo encontro seja mesmo um tanto aleatório? ...mistura incerta de acaso e destino...
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Só hoje (14/03/2010), assim terminei de escrever o rascunho desta postagem, é que li o primeiro texto em português sobre Chatroulette(4). Uma reflexão bem interessante de um cara que narra sua experiência com o site e tenta fazer umas relações filosóficas com o pensamento de Foucault. Vale a pena ler!
Já entrar no site Chatroulette... se você tem boa saúde, não tem estômago frágil e nem tendência a pesadelos à noite... Quem sabe?
NOTAS
(1) É só entrar no http://owni.fr/ e procurar pela tag “chatroulette” para ler vários artigos interessantes sobre (ou referências remetendo a outros sites com artigos pertinentes).
(2) Chatroulette quer dizer: “chat” – aqueles dos bate-papos online – e "roulette" – roleta.
(3) Escreve Vicente Glad (tradução não literal): "Chatroulette não é um site não indicado aos menores de 18anos. Isso seria muito limitativo. Chatroulette não é recomendado aos menores de 18 anos, às pessoas de idade, aos cardíacos, aos tímidos e, pra ser mais geral, a todos aqueles que ainda creem em uma humanidade digna"! Muito bom este texto: "Chatroulette, le grand frisson du Net", Vincent Glad http://www.slate.fr/story/16803/chatroulette
Neste artigo, o autor relaciona alguns dos motivos que fariam o sucesso do site Chatroullet e ainda tece um interessante parelelo com a filosofia de Emmanuel Levinas.
(4) "Chatroulette", postado por Andre Lemos no Blog Carnet de Note (em 21/02/2010): http://andrelemos.info/2010/02/chatroulette/
O autor cita um artigo do New York Times - de onde ele diz ter ouvido falar pela primeira vez sobre Chatroulette - "The Surreal World of Chatroulette" http://www.nytimes.com/2010/02/21/weekinreview/21bilton.html?partner=rss&emc=rss
(5) Uma curiosidade (li hoje na net: 14/03/2010): os brasileiros já "piratearam" Chatroulette: temos uma versão tupiniquim chamada Cata Papo! Li aí neste site (onde há também o link de acesso a Cata Papo): http://info.abril.com.br/noticias/internet/chatroulette-e-copiado-por-brasileiros-13032010-10.shl

Imaculada Conceição
Quem pensou que eu ia aqui postar algo sobre o tema... Não. Não ao menos por ora... Na verdade, este post eu coloquei só pra remarcar que finalmente retirei do “limbo do rascunho” um dos textos de 2009 (“Pássaro azul, paredes rabiscadas, porta de banheiro...” Tá lá embaixo, depois do post do Dia de Reis). Quem ler, vai, creio eu, compreender (ou imaginar) porque demorei tanto para postá-lo... um turbilhão de sentimentos, emoções, saudades... Há outros textos que ainda permanecem por lá (no rascunho do blog)... mas por motivos diferentes... bem diferentes... um pouco de preguiça em lapidá-los, defini-los... sei lá...
Eu prometi na descrição de meu perfil que iria postar aqui uns textos antigos que superlotavam meu velho HD. Certo, cheguei mesmo a passar alguns do HD externo para uma pasta do laptop - o que agora uso -, porém... é... fiquei entre a indecisão e a preguiça... Ai, que preguiça... Como dizia nosso anti-herói Macunaíma... Enquanto não me decido o que enviar pra cá, vou aproveitando pra escrever outras coisas (especialmente para este blog).
O título ai em cima era pra gerar um texto, mas acabou ficando só no título mesmo. Ainda vou (provavelmente) escrever umas palavras dia desses. Creio... Andei lendo umas coisas bem legais a respeito pelos blogs da net [depois eu posto, ao menos, quais os blogs, os artigos etc. (1) ].
A vontade de escrevê-lo me veio ano passado, quando enviei uns trabalhos de animação de meus alunos do ensino fundamental para uma mostra de vídeos ("Festival do Minuto") e as inscrições foram recusadas porque, segundo me informaram, eu não conseguia “provar” que o som utilizado era de músicas liberadas para uso público (embora tudo indique que sim...)! Enviaram-me vários links que remetiam, entre outros tipos de licença, a licença conhecida como CC (Creative Commons) e seus vários meandros, detalhes, restrições... Queriam saber em qual caso (se fosse o caso... porque talvez houvesse música sob licença comercial de gravadoras - e ai seria bem mais complicado...) da CC as músicam se encaixavam (dependendo, eu teria de pedir uma permissão especial ao detentor dos direitos; não bastando apenas indicar título, letra, compositor etc.)!
Pro inferno! As músicas se encaixavam perfeitamente bem nas animações de meus alunos! Eu fiquei tão irritada que a única coisa que consegui escrever foi o título... rsrs [ Céus, só mesmo dando essa risadinha digital pra não enlouquecer! ] Creio que só as palavras deste título valem por um texto de muuuitas páginas!!!)!
Gostaria ainda de aproveitar esta postagem pra falar de algo bem curioso (e que, juro, em minha ingenuidade – imperdoável em tempos de net, eu sei – não imaginava!)! Coloquei meu nome inteiro na busca do Google para imagens e vieram páginas e páginas com as imagens que estão postadas aqui, no blog! E elas não são todas “minhas” (e creio que isso seja bastante claro, ao menos pra maioria dos freqüentadores da net!)! O caso é que como eu não sei a origem de todas elas não pude dar os créditos, assim fui postando sem referências (ao contrário dos textos, sites e blogs cujas autorias são de meu conhecimento)! Portanto, repito, as imagens aqui - em quase sua totalidade - não são de minha autoria (embora, como já disse também, creio que todos que frequentam a net não se enganem nem um pouco quanto a isso - e até devam rir muito deste meu espanto!)! Minhas são, em sua quase totalidade, as que estão no texto “Na terra saudade” e uma (em que aparece uma menina desenhando num bloquinho) em “O rumo da história”. Minhas também são boa parte das que estão no outro blog (Núcleo de Arte Grande Otelo). Que eu lembre, só...
Eu defendo que a produção artística, cultural, intelectual etc. seja liberada para o uso público, mas que jamais nos esqueçamos de dar os créditos a seus autores! Se não menciono a quem “pertence” tais e tais imagens é porque infelizmente desconheço (minhas não são - e é meu dever deixar claro! - embora apareçam junto a meu nome na pesquisa de imagem do Google – e isso só pelo fato de eu tê-las usado! ...coisas da web...)!
Trata-se aqui apenas de uma “apropriação”, digamos... artística... Descobrindo o(s) autor(es), darei os créditos, sem dúvida! Caso não seja permitido o uso de alguma delas... Sendo avisada... Retiro e coloco outras... permitidas? ;)
NOTA (10/02/2010)
(1) Postei na coluna ao lado imagens que, clicando sobre, remetem às páginas sobre o assunto (Creative Commons, Creative Commons Brasil, Domínio Público etc.). Nada que um site de busca não indicasse sem dificuldades. Mas, pra facilitar a vida de quem por aqui passar... Um dos textos que li e gostei - pela clareza e simplicidade, embora o autor faça questão de frisar não ser especialista no assunto - é "Creative Commons Descomplicado", postado em 08/02/2009 no blog de Nuno Miguel, Liberdade Gráfica (consta ao lado em "minha lista de blogs e sites"), cuja verdadeira autoria é de um cara, Renan Pinheiro, de outro blog (2112 A.D. - ver endereço também em "minha lista..."), postado em 05/02/2009 com o título: "Descomplicando: Creative Commons" (aliás, não entendi porque o cara do outro blog não manteve o título também já que disse ter pedido permissão ao autor para uso em seu blog!!?). Outro texto que achei muito legal - talvez até um dia eu o poste aqui... - (embora direcionado para um assunto específico: a questão da autoria/direitos autorais numa entrevista de imprensa jornalistica) foi "Quem é o dono de uma entrevista?" postado por Carlos Castilho em 04/01/2010 no site Observatório da Imprensa http://www.observatoriodaimprensa.com.br/. Legal ainda: "Régionales 2010 : Les questions claires de Creative Commons France" (que coloca a questão do ponto de vista da França), postado em 10/02/2010 no (excelente) site OWNI Fr. Digital Journalisme (também consta de "minha lista..." - ou então clique na imagem lateral que conecta ao site).
















