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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

"NA CULTURA DIGITAL, TUDO SE RE-CRIA?"



Vik Muniz




Debate: YouPix - Na cultura digital, tudo se re-cria?(*)






Baile Parangolé - João Brasil(**)





(*) Link do vídeo "Debate: YouPix: Na cultura digital, tudo se re-cria?":
Ver também:

(**) Informações sobre a música de João Brasil (vídeo/YouTube):
WWW.MYSPACE.COM/JOAOBRASIL : "Meu baile-funk" homenagem a Caetano Veloso, seu livro "Verdade Tropical" e todo o movimento tropicalista.
Músicas usadas - Samples list:
Tropicália - Caetano Veloso
Zanzibar - Edu Lobo
Nega do cabelo duro - Luiz Caldas
Swing da cor - Daniela Mercury
Por trás de brás pina - Guinga
Não se acabou - João Donato
Biotech is Godzilla - Ratos de Porão
Panis et circenses - Mutantes
Bocochê - Viniciu de Moraes e Baden Powell
Dançando Calypso - Calypso

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Outro texto legal sobre a questão do jornalismo.... "Quem é o dono da entrevista?"

[ Como prometi na nota do texto de 29/01/2010 - "A Arte ou o Ar?" -, aqui vai o artigo de Carlos Castilho - postado em 4/1/2010 no site Observatório da Imprensa - link na nota (1) - que fala de uma situação bastante interessante: Quem, afinal, é o "dono", i.e., detem os direitos autorais, de uma entrevista? O entrevistado? Ou o entrevistador? (1) Imaculada Conceição ]


QUEM É O DONO DA ENTREVISTA?





POR: Carlos Castilho


Em outubro do ano passado dei uma entrevista por email para um aluno de faculdade de jornalismo e, ao finalizar, perguntei se poderia reproduzir o texto aqui no Código. A resposta foi negativa, fiquei meio confuso mas só dois meses depois é que dei conta de todas as implicações da questão.

Agora em dezembro, o jornalista inglês Paul Bradshaw reproduziu uma experiência pessoal quase idêntica e que tem a ver com uma nova situação criada pela internet na controvertida questão do direito de autoria. Trata-se de uma polêmica que ainda vai der muito pano para manga.

Tudo porque estão em jogo duas visões diferentes sobre um mesmo fato, ou situação. O entrevistado acha que é o dono de tudo porque afinal de conta as idéias, reflexões, experiências, percepções e opiniões são fruto de sua realidade pessoal. Já o jornalista está convencido de que a partir do momento em que ele colocou no papel ou transmitiu pela rádio e TV, ele passa a ser o proprietário dos direitos autorais do produto final, mesmo citando as fontes.

As duas partes esgrimem argumentos lógicos. O entrevistado por razões óbvias, já que ele só foi consultado porque acumulou um conhecimento fruto de seu trabalho pessoal. Se ele publicar tudo num livro, ele tem os direitos absolutos sobre a obra.

Já o repórter justifica sua negativa de reprodução alegando que ele o dono das perguntas, da idéia da entrevista e principalmente de sua edição, o que configuraria uma obra com características próprias e também pessoais.

Esta questão do direito de publicação pelo autor de entrevistas ou declarações dadas a terceiros está se tornando cada dia mais importante porque, além da autoria, também está em jogo o problema do contexto. O jornalista faz entrevistas que depois podem ser usadas em contextos informativos bem diferentes dos imaginados pelos entrevistados.

Assim, por exemplo, cresce a cada dia o número de órgãos governamentais que publicam em seus sites corporativos entrevistas e comunicados distribuídos à imprensa em geral. O caso do blog da Petrobras ainda está na memória de todos nós, em especial a reação dos grandes jornais brasileiros.

Grande parte da dimensão adquirida pela questão é uma conseqüência do desejo de ter o controle sobre conteúdos informativos, seja pelo entrevistado ou pelo entrevistador. Desejo este que pode ter motivações econômicas ou políticas.

No meu caso era o de disponibilizar para os leitores do Código uma reflexão que produzi para um estudante de jornalismo preparando o seu trabalho de conclusão de curso e que provavelmente seria lida apenas pela banca examinadora.

Enquanto a questão for vista pelo lado do controle e de seus interesses implícitos vai ser quase impossível chegar a um denominador comum. Há até a possibilidade de situações esdrúxulas como o repórter ter o direito sobre as perguntas e o entrevistado sobre as respostas. É algo kafkiano porque numa entrevista - seja ela escrita, em áudio ou em vídeo - é impossível separar as partes.

É por isto que cresce a cada dia a percepção de que, pelo menos no caso de uma entrevista, ninguém teria direito a nada. O entrevistado porque esta dando um esclarecimento ao público e não ao repórter. Este, por seu lado, assume na função jornalística, o papel de representante do leitor, ouvinte ou espectador.

Se tomarmos o público como referência, a polêmica deixa de existir porque tanto o entrevistado como o entrevistador estão prestando um serviço a terceiros. Mas como a maioria dos jornalistas assume que é dono daquilo que publica, as fontes de informação começam a reivindicar o mesmo direito na medida em que descobrem que também podem publicar o que querem na internet. Daí o impasse.

NOTA:

(1) Ver ainda este outro texto de Carlos Castilho sobre a polêmica questão de um jornalismo profissional (das "velhas" mídias) e um jornalismo amador ("jornalismo cidadão, jornalismo participativo, jornalismo online, digital, interativo, móvel"): "Jornalismo em rede: onde profissionais e amadores se encontram" postado em 29/12/2009 Observatório da Imprensa http://www.observatoriodaimprensa.com.br/

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A ARTE OU O AR?


A Arte ou o Ar?

...quando a arte for totalmente liberada, será o ar que nos será vendido...


(Domínio Público, Creative Commons e Licenças-etc.)





Imaculada Conceição


Quem pensou que eu ia aqui postar algo sobre o tema... Não. Não ao menos por ora... Na verdade, este post eu coloquei só pra remarcar que finalmente retirei do “limbo do rascunho” um dos textos de 2009 (“Pássaro azul, paredes rabiscadas, porta de banheiro...” Tá lá embaixo, depois do post do Dia de Reis). Quem ler, vai, creio eu, compreender (ou imaginar) porque demorei tanto para postá-lo... um turbilhão de sentimentos, emoções, saudades... Há outros textos que ainda permanecem por lá (no rascunho do blog)... mas por motivos diferentes... bem diferentes... um pouco de preguiça em lapidá-los, defini-los... sei lá...

Eu prometi na descrição de meu perfil que iria postar aqui uns textos antigos que superlotavam meu velho HD. Certo, cheguei mesmo a passar alguns do HD externo para uma pasta do laptop - o que agora uso -, porém... é... fiquei entre a indecisão e a preguiça... Ai, que preguiça... Como dizia nosso anti-herói Macunaíma... Enquanto não me decido o que enviar pra cá, vou aproveitando pra escrever outras coisas (especialmente para este blog).

O título ai em cima era pra gerar um texto, mas acabou ficando só no título mesmo. Ainda vou (provavelmente) escrever umas palavras dia desses. Creio... Andei lendo umas coisas bem legais a respeito pelos blogs da net [depois eu posto, ao menos, quais os blogs, os artigos etc. (1) ].

A vontade de escrevê-lo me veio ano passado, quando enviei uns trabalhos de animação de meus alunos do ensino fundamental para uma mostra de vídeos ("Festival do Minuto") e as inscrições foram recusadas porque, segundo me informaram, eu não conseguia “provar” que o som utilizado era de músicas liberadas para uso público (embora tudo indique que sim...)! Enviaram-me vários links que remetiam, entre outros tipos de licença, a licença conhecida como CC (Creative Commons) e seus vários meandros, detalhes, restrições... Queriam saber em qual caso (se fosse o caso... porque talvez houvesse música sob licença comercial de gravadoras - e ai seria bem mais complicado...) da CC as músicam se encaixavam (dependendo, eu teria de pedir uma permissão especial ao detentor dos direitos; não bastando apenas indicar título, letra, compositor etc.)!

Pro inferno! As músicas se encaixavam perfeitamente bem nas animações de meus alunos! Eu fiquei tão irritada que a única coisa que consegui escrever foi o título... rsrs [ Céus, só mesmo dando essa risadinha digital pra não enlouquecer! ] Creio que só as palavras deste título valem por um texto de muuuitas páginas!!!)!

Gostaria ainda de aproveitar esta postagem pra falar de algo bem curioso (e que, juro, em minha ingenuidade – imperdoável em tempos de net, eu sei – não imaginava!)! Coloquei meu nome inteiro na busca do Google para imagens e vieram páginas e páginas com as imagens que estão postadas aqui, no blog! E elas não são todas “minhas” (e creio que isso seja bastante claro, ao menos pra maioria dos freqüentadores da net!)! O caso é que como eu não sei a origem de todas elas não pude dar os créditos, assim fui postando sem referências (ao contrário dos textos, sites e blogs cujas autorias são de meu conhecimento)! Portanto, repito, as imagens aqui - em quase sua totalidade - não são de minha autoria (embora, como já disse também, creio que todos que frequentam a net não se enganem nem um pouco quanto a isso - e até devam rir muito deste meu espanto!)! Minhas são, em sua quase totalidade, as que estão no texto “Na terra saudade” e uma (em que aparece uma menina desenhando num bloquinho) em “O rumo da história”. Minhas também são boa parte das que estão no outro blog (Núcleo de Arte Grande Otelo). Que eu lembre, só...

Eu defendo que a produção artística, cultural, intelectual etc. seja liberada para o uso público, mas que jamais nos esqueçamos de dar os créditos a seus autores! Se não menciono a quem “pertence” tais e tais imagens é porque infelizmente desconheço (minhas não são - e é meu dever deixar claro! - embora apareçam junto a meu nome na pesquisa de imagem do Google – e isso só pelo fato de eu tê-las usado! ...coisas da web...)!

Trata-se aqui apenas de uma “apropriação”, digamos... artística... Descobrindo o(s) autor(es), darei os créditos, sem dúvida! Caso não seja permitido o uso de alguma delas... Sendo avisada... Retiro e coloco outras... permitidas? ;)



NOTA (10/02/2010)

(1) Postei na coluna ao lado imagens que, clicando sobre, remetem às páginas sobre o assunto (Creative Commons, Creative Commons Brasil, Domínio Público etc.). Nada que um site de busca não indicasse sem dificuldades. Mas, pra facilitar a vida de quem por aqui passar... Um dos textos que li e gostei - pela clareza e simplicidade, embora o autor faça questão de frisar não ser especialista no assunto - é "Creative Commons Descomplicado", postado em 08/02/2009 no blog de Nuno Miguel, Liberdade Gráfica (consta ao lado em "minha lista de blogs e sites"), cuja verdadeira autoria é de um cara, Renan Pinheiro, de outro blog (2112 A.D. - ver endereço também em "minha lista..."), postado em 05/02/2009 com o título: "Descomplicando: Creative Commons" (aliás, não entendi porque o cara do outro blog não manteve o título também já que disse ter pedido permissão ao autor para uso em seu blog!!?). Outro texto que achei muito legal - talvez até um dia eu o poste aqui... - (embora direcionado para um assunto específico: a questão da autoria/direitos autorais numa entrevista de imprensa jornalistica) foi "Quem é o dono de uma entrevista?" postado por Carlos Castilho em 04/01/2010 no site Observatório da Imprensa http://www.observatoriodaimprensa.com.br/. Legal ainda: "Régionales 2010 : Les questions claires de Creative Commons France" (que coloca a questão do ponto de vista da França), postado em 10/02/2010 no (excelente) site OWNI Fr. Digital Journalisme (também consta de "minha lista..." - ou então clique na imagem lateral que conecta ao site).